OMC elogia renúncia da China a benefícios de países em desenvolvimento Regras permitem que os países em desenvolvimento tenham mais margem de manobra para usar tarifas mais altas ou subsídios para proteger seus setores
A OMC (Organização Mundial do Comércio) elogiou a decisão da China de renunciar aos benefícios comerciais decorrentes de seu status de país em desenvolvimento, o que, segundo o órgão global, ajudará a tornar o sistema comercial mais justo e equilibrado.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou na terça-feira (23) que Pequim não solicitará mais os chamados benefícios do Tratamento Especial e Diferenciado, que decorrem de sua condição de país em desenvolvimento, nas negociações da OMC sobre acordos futuros.
Dando mais detalhes, um diplomata chinês sênior na sede da OMC em Genebra disse na quarta-feira que a China continuará a se considerar um país em desenvolvimento, apesar de não mais buscar os benefícios.
As regras comerciais da OMC permitem que os países em desenvolvimento tenham mais margem de manobra para usar tarifas mais altas ou subsídios para proteger seus setores.
Porém, como a China já se tornou a segunda maior economia do mundo há muito tempo, alguns parceiros comerciais, especialmente os Estados Unidos, disseram que isso é injusto.
Washington afirmou que a reforma do sistema de comércio global é impossível, a menos que os grandes países em desenvolvimento abram mão desses benefícios.
"Este é um momento crucial para a OMC. A decisão da China reflete o compromisso com um sistema de comércio global mais equilibrado e equitativo", disse a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em um comunicado.
Os membros da OMC estão avaliando reformas abrangentes para revitalizar o órgão de comércio global, que tem sido desafiado por uma onda de tarifas impostas pelo governo Trump.
Keith Rockwell, analista de comércio da Fundação Hinrich e ex-diretor de comunicações da OMC, disse à Reuters que a medida da China pode ajudar suas relações com Washington.
China "sempre será um país em desenvolvimento"
Li Yihong, delegada sênior da missão da China na OMC em Genebra, disse em uma coletiva de imprensa que a decisão de renunciar aos benefícios mostra o "compromisso da China em apoiar o sistema multilateral de comércio".
"Isso não envolve nenhuma mudança no status da China como país em desenvolvimento e na OMC como membro em desenvolvimento, seja no âmbito da OMC ou em qualquer outro contexto", disse ela. "A China continua sendo um membro importante do sul global e sempre será um país em desenvolvimento."
Xiankun Lu, ex-diplomata comercial sênior da China, disse à Reuters que a medida chinesa "dará fim ao debate atual sobre o reequilíbrio de direitos e obrigações entre os principais participantes da OMC, pelo menos para a China".
"Agora a bola está no campo de outros grandes participantes para demonstrar sua responsabilidade e compromisso com o sistema e sua reforma", acrescentou.
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