VEJA PRINCIPAIS NOMES Elas despontam para disputar vagas nas eleições deste ano
Mesmo com maioria entre o eleitorado de Mato Grosso, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para transformar a força numérica na presença efetiva nos principais cargos políticos do estado. A poucos meses das eleições gerais de 2026, nomes começam a fazer barulho no cenário eleitoral, o que pode resultar em uma participação feminina mais expressiva. Buscando espaço no pleito, muitas lideranças já começam a ser apontadas como potenciais candidatas, tanto para cargos majoritários quanto proporcionais.
Na disputa pelo governo do Estado aparece o nome da médica e empresária Natasha Slhessarenko. Filiada ao PSD, Natasha vem com um histórico zerado na politica, mas uma bagagem de quase 30 anos no serviço público. Dirigentes do partido garantem que a pré-candidata fará barulho chegando até o segundo turno.
Para o Senado, a principal aposta feminina em evidência é a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que já manifestou publicamente há dois anos o interesse na disputa pela vaga que estará em jogo em 2026. Outro nome que tenta abrir espaço na corrida é o da ex-vereadora de Cuiabá Edna Sampaio (PT), que articula sua projeção no campo da esquerda.
A senadora suplente Margareth Buzetti (PP), que atualmente ocupa mandato no Congresso, também é apontada como possível candidata à reeleição.
Disputa pela Câmara Federal
Na corrida por uma das 8 cadeiras na Câmara dos Deputados da bancada mato-grossense, vários nomes femininos já aparecem como prováveis candidaturas competitivas.
Entre eles está Gisela Simona (União), que na última eleição alcançou suplência e assumiu mandato do deputado federal licenciado Fábio Garcia (União). Outro nome citado na ala governista, é o da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União).
Também são apontadas a ex-deputada federal Rosa Neide (PT), a advogada Ana Flávia Rodrigues Ramiro, mais conhecida como Flavinha, além da educadora Professora Graciele (PC do B), liderança política da região de Sinop.
Assembleia Legislativa
Já na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, algumas vereadoras e começam a se movimentar. Entre os nomes mencionados estão a vereadora por Cuiabá Samantha Iris (PL), além das também vereadoras Maysa Leão (Republicanos) e Michelly Alencar (União). No interior do estado, a ex-vice-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença (PSDB), surge como uma das lideranças que podem disputar o cargo.
Outro nome que já se apresenta como pré-candidata é Juliana Saturno (PSDB), ex-presidente do PTB Mulher de Mato Grosso.
O eleitorado
Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) mostram que, dos cerca de 2,54 milhões de eleitores aptos a votar no estado, 1,3 milhão são mulheres, o equivalente a aproximadamente 51% do eleitorado. Os homens representam cerca de 49%, ou 1,24 milhão de votantes.
Apesar da vantagem numérica, a representatividade feminina ainda está longe de refletir essa composição nas urnas e nos cargos eletivos. Nas eleições municipais de 2024 para prefeitas e vereadoras, por exemplo, 3.902 mulheres se candidataram, mas apenas 318 foram eleitas em todo o estado.
O avanço mais significativo ocorreu nas câmaras municipais. Ao todo, 274 mulheres conquistaram cadeiras como vereadoras, um crescimento de cerca de 21% em relação às eleições de 2020. Mesmo assim, elas ocupam apenas cerca de 20% das 1.404 vagas existentes nos 142 municípios mato-grossenses.
No comando das prefeituras, a presença feminina é ainda mais restrita. Apenas 13 mulheres foram eleitas prefeitas em 2024, número inferior ao registrado em 2020, quando 15 venceram o pleito. Já os cargos de vice-prefeita tiveram leve crescimento, com 31 mulheres eleitas, incluindo a coronel Vânia, confirmada no segundo turno em Cuiabá.
O cenário se torna ainda mais desafiador nas eleições gerais. Em 2022, nenhuma mulher foi eleita governadora ou senadora por Mato Grosso. O Executivo estadual permaneceu sob comando de Mauro Mendes (União), reeleito no primeiro turno, enquanto a vaga ao Senado foi conquistada por Wellington Fagundes (PL).
Na Câmara Federal, apenas duas mulheres garantiram vaga entre os oito representantes do estado: Amália Barros (in memoriam) e Coronel Fernanda (PL). Já na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a desigualdade é ainda mais evidente: apenas uma mulher ocupa uma das 24 cadeiras, a deputada Janaina Riva (MDB), que foi a parlamentar mais votada do estado no último pleito.