Lúdio rebate Pivetta e aponta viés eleitoral: “agradar eleitorado de extrema-direita” Lúdio sustentou que o modelo atual garante controle sobre os recursos públicos

Global News Space 27/04/2026 14:06

O deputado estadual licenciado Lúdio Cabral (PT) criticou a fala do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre a possibilidade de não pagar emendas parlamentares e apontou possível motivação eleitoral no debate.

A declaração foi feita nessa sexta-feira (24.04), durante evento de liberação de recursos do Governo Federal para construção de unidades de saúde em 11 municípios. No local, Lúdio defendeu a legislação vigente e questionou o momento em que o tema foi levantado.

Segundo o parlamentar, a aplicação das emendas segue regras já definidas em lei, com critérios técnicos e fiscalização pelas secretarias responsáveis. “As emendas parlamentares obedecem a uma legislação. Já está definido qual o percentual do orçamento, quanto vai para a saúde e para outras áreas. Cada secretaria faz a análise técnica, jurídica e também fiscaliza a execução”, afirmou.

Lúdio sustentou que o modelo atual garante controle sobre os recursos públicos e evita uso indevido. “Na minha opinião, a legislação já assegura a boa e adequada utilização das emendas parlamentares, inclusive quando são destinadas a eventos”, disse.

Ao ser questionado se a fala de Pivetta exigiria mudança na legislação, o deputado rebateu e lembrou que o atual governador já integrava o Executivo anteriormente. “O Pivetta já era vice-governador. Por que esse debate não foi feito antes?”, questionou.

O parlamentar também levantou suspeita sobre a motivação da discussão. “O que me preocupa é essa movimentação ter muito mais uma preocupação eleitoral do que com a boa utilização desses recursos”, declarou.

Sem detalhar, ele disse não compreender o momento escolhido para levantar o tema. “Eventualmente vai querer fazer média. Eu sinceramente não consigo entender essa lógica de trazer esse debate agora”, afirmou.

Ao final, Lúdio sugeriu que o discurso pode dialogar com parte do eleitorado.

“Pode ser eventualmente isso. Um esforço para pretender agradar o eleitorado de extrema-direita”, concluiu.