Mesmo esquema ofensivo utilizado contra Haiti; Neymar pode entrar em campo hoje

Global News Space 24/06/2026 14:42

Ancelotti preparou a Seleção para sufocar os escoceses. Usando o calor de Miami como cúmplice. O italiano sabe que o Brasil precisa vencer. A primeira colocação no grupo C significa menos desgaste e fugir de ida para o México no primeiro mata-mata. E até de um possível confronto com a França, se perder.

 

Miami, Estados Unidos.

 

17 de outubro de 2023.

 


 

Neymar sofre lesão nos ligamentos cruzados do joelho esquerdo.

 

Só hoje, dia 24 de junho de 2026, o mundo voltará a vê-lo com a camisa da Seleção.

 

Recuperação demorada e lesões musculares seguidas o afastaram da camisa amarela.

 

Aqui, no estádio Hard Rock Cafe, em Miami, aos 34 anos, ele volta a campo em um jogo decisivo contra a Escócia.

 

Perguntei a Ancelotti o que Neymar agregou ao grupo, que pediu a sua presença nesta Copa do Mundo.

 

A resposta do técnico foi direta.

 

“O comportamento de Neymar nesses dias foi muito bom, porque conhece muito bem os companheiros, trabalha muito bem, com muita seriedade, tentando recuperar o mais cedo possível.

 

“Estou muito feliz com ele. Aporta experiência, aporta conhecimento do jogo, ajuda os jovens, está fazendo muito bem (a sua missão de liderança).”

 

Foi por isso que o treinador esperou a recuperação da lesão de Neymar na panturrilha direita.

 

Para contar com seu futebol de enorme talento, experiência aos 34 anos e com sua liderança, para dar confiança aos companheiros de Seleção, pressionados pela cobrança pelo hexacampeonato.

 

Mas ele começará, pela primeira vez na sua história na Seleção, no banco de reservas. Por voltar de lesão.

 

O time que Ancelotti escolheu só tem uma alteração em relação àquele que encantou o italiano no primeiro tempo contra Haiti.

 

Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Rayan e Vinicius Júnior.

 

Rayan deverá ser a grande novidade, no lugar de Raphinha, que teve uma lesão na coxa direita.

 

Ancelotti quer o Brasil sufocando os escoceses, procurando marcar pressão e sair logo na frente no placar. Para explorar a velocidade nos contragolpes.

 

O ponto fraco da Escócia está na recomposição, principalmente pelos lados do campo.

 

Ancelotti deseja a velocidade de Rayan com a letalidade de Vinícius Júnior, abrindo a compacta seleção europeia.

 

“Eles foram uma equipe muito forte fisicamente, de guerreiros. A briga pela posse da bola é constante. A Escócia formou uma equipe muito competitiva. Sabemos que a partida não será fácil.

 

“Quero o Brasil jogando como no primeiro tempo contra o Haiti”, assume o técnico italiano.

 

E usando a temperatura a seu favor.

 

Miami oferecerá 31 graus de calor sufocante no verão norte-americano.

 

A Seleção treinou muito as bolas paradas. Sim, ofensivamente, com Gabriel Magalhães, Casemiro e Marquinhos sendo os alvos de Bruno Guimarães.

 

Mas também defensivamente.

 

A maior preocupação do Brasil está nas bolas cruzadas pelos escoceses, que têm ótimos cabeceadores.

 

Gunn, Patterson, Hendry, Hanley, Robertson; McTominay, Ferguson, Christie; McGinn, Adams, Doak.

 

Essa é a formação básica.

 

Mas Steve Clarke brincou, falando sério.

 

“Se eu partir para o ataque contra o Brasil e perder por 4 a 0, vocês vão me enforcar”, ironizou aos jornalistas da Escócia.

 

Ele deverá colocar seu time para atuar no 5-4-1. Se seu time conseguir empatar, deverá se classificar como um dos melhores terceiros colocados.

 

O Brasil jamais perdeu para a Escócia. De dez partidas, venceu oito e empatou duas.

 

Além de Neymar, outro jogador quer aproveitar ao máximo o jogo de hoje.

 

Vinicius Júnior.

 

A Copa do Mundo de 2026 está cultuando as estrelas.

 

Messi, Mbappé, Haaland, Cristiano Ronaldo.

 

O melhor do mundo de 2024 quer entrar neste Olimpo. E recuperar a credibilidade como uma estrela, depois de uma temporada instável no Real Madrid e na Seleção. Ele quer usar a Copa para voltar a ser reconhecido por seu poder letal no ataque.

 

“Eu me sinto pronto. Quero ajudar o Brasil muito mais do que em 2022. Estou maduro e bem demais fisicamente. Vou dar o meu máximo para recuperar o que todo brasileiro sonha. A Copa do Mundo. Precisamos desse título. A nossa geração precisa mostrar a que veio”, disse o atacante, após a vitória contra o Haiti.

 

A primeira colocação traria como adversário o Japão ou a Suécia. Um dos dois deverá terminar em segundo no grupo F.

 

Se terminar em segundo, enfrentará o primeiro colocado, também do grupo F. Deverá ser a Holanda.

 

Caso aconteça uma surpresa e os escoceses vençam, o Brasil se classificaria em terceiro. Aí o embate seria ou com a Alemanha, México, Coreia do Sul ou França.

 

Por todo esse quadro, Ancelotti quer a vitória, de qualquer maneira. O Brasil será muito ofensivo hoje.

 

Não há outro caminho.

 

E, no segundo tempo, ele estará de volta.

 

Neymar...