💥 Empréstimo de R$ 1,5 bilhão para casas populares deve ficar para o próximo governador, avalia Max

Global News Space 08/07/2026 12:41

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o empréstimo de R$ 1,5 bilhão solicitado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para impulsionar a construção de casas populares dificilmente será executado ainda na atual gestão. Segundo ele, a tendência é que os recursos sejam administrados pelo governador que assumir o comando do Estado após as eleições.

O projeto de autorização para a contratação do financiamento foi entregue pessoalmente por Pivetta ao Legislativo, mas teve sua tramitação interrompida após um pedido de vista do deputado Lúdio Cabral (PT). O parlamentar questiona pontos do contrato firmado com a Caixa Econômica Federal (CEF), como a taxa de juros, a modalidade de crédito escolhida e a falta de uma vinculação explícita que garanta a aplicação dos recursos exclusivamente na construção de moradias populares.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta terça-feira (7), Max Russi avaliou que o calendário eleitoral deve empurrar a votação para depois das eleições, fazendo com que a decisão sobre a aplicação do dinheiro fique sob responsabilidade da próxima administração estadual.

Apesar das discussões sobre o financiamento, Russi reforçou seu apoio à ampliação da política habitacional em Mato Grosso. Segundo ele, a construção de moradias populares é fundamental para atender cidades em crescimento, principalmente no interior, onde a escassez de imóveis e o alto custo dos aluguéis têm dificultado a atração e a permanência de trabalhadores.

O presidente da Assembleia também destacou que a decisão de contratar um empréstimo é uma atribuição exclusiva do Poder Executivo. Para ele, cabe ao governo avaliar sua capacidade de endividamento, as condições do mercado e a instituição financeira mais adequada para viabilizar os investimentos.

"Essa é uma prerrogativa do Poder Executivo. O governo tem capacidade de financiamento, necessidade de investimento e escolheu a instituição financeira que considerou mais vantajosa. Eu defendo essa autonomia para que o Executivo possa conduzir esse processo", concluiu Max Russi.