Presidente da ALMT prevê disputa acirrada em MT e renovação na Câmara Federal
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou nesta quinta-feira (09.07), em entrevista ao programa
No Ar, apresentado pelo jornalista Geraldo Araújo, que as eleições de 2026 devem ser uma das mais disputadas da história recente de Mato Grosso, especialmente nas corridas ao Governo do Estado e ao Senado Federal.
Segundo o parlamentar, o cenário eleitoral ainda está em formação, mas já reúne nomes de peso e diferentes grupos políticos, o que deve elevar o nível de competitividade da disputa.
“Se você olhar a disputa para o Senado, tem ex-governador, ex-ministro, uma senadora muito forte e atuante, além de candidatos ligados ao presidente Lula e ao ex-presidente Bolsonaro. Será uma eleição muito disputada”, avaliou.
Para Russi, o quadro segue indefinido e dependerá das articulações políticas que ocorrerão nos próximos meses.
“É uma eleição diferente das anteriores. Em outros anos, já existia um favorito despontando muito cedo. Desta vez, ainda estamos na pré-campanha e muita coisa precisa ser construída”, observou.
Disputa pela ALMT e Câmara Federal
Ao analisar a disputa proporcional, Max Russi projetou uma renovação reduzida na Assembleia Legislativa, argumentando que os atuais deputados chegam fortalecidos ao processo eleitoral após quatro anos de mandato.
“Acho que a renovação na Assembleia será pequena. Os deputados trabalharam muito ao longo do mandato e a forma como os partidos estão organizados favorece a manutenção da maioria dos atuais parlamentares”, afirmou.
Já para a Câmara dos Deputados, o presidente da ALMT prevê um cenário diferente. Na avaliação dele, a bancada federal de Mato Grosso poderá passar por uma renovação de até 50%.
“Vejo uma renovação maior na Câmara Federal. Pela forma como os partidos estão distribuídos e pelas pesquisas que acompanho, acredito que seis partidos devam eleger deputados federais, o que tende a provocar uma renovação significativa da bancada”, disse.
Apesar das projeções, Russi ponderou que o cenário ainda pode sofrer alterações até o início oficial da campanha.
“A campanha nem começou. Quem decide é o eleitor por meio do voto. Mas, olhando os cenários e as pesquisas disponíveis hoje, essa é uma tendência que observo”, ressaltou.
Ao comentar os movimentos do Podemos para as eleições presidenciais, Max Russi afirmou que ainda aguarda definições da direção nacional da legenda, mas indicou que a tendência é de alinhamento ao projeto político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).