Guerra silenciosa toma conta do União Brasil antes da convenção
A convenção do União Brasil, marcada para quinta-feira (30.07), deve definir o primeiro grande movimento do xadrez eleitoral de 2026: o partido lançará candidatura própria ao Governo ou permanecerá alinhado ao projeto do ex-governador Mauro Mendes, em apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos)? A antecipação da convenção reflete o acirramento da disputa entre o grupo de Mendes e a ala liderada pelo senador Jayme Campos.
Se Jayme vencer a convenção, a guerra política apenas mudará de palco. O senador ainda precisará obter o aval da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, onde novas negociações sobre alianças e a chapa majoritária poderão redefinir os rumos da disputa pelo Palácio Paiaguás.
Enquanto isso, os bastidores fervem. Lideranças políticas comentam que o grupo de Mauro Mendes estaria atuando intensamente para convencer convencionais a rejeitarem a candidatura de Jayme e manter o partido na aliança com Pivetta. Embora essas articulações não sejam confirmadas oficialmente, dominam as conversas nos meios políticos.
A decisão ficará nas mãos de cerca de 50 convencionais. Jayme afirma contar com pelo menos 35 votos, suficientes para aprovar a candidatura própria. Se a conta fechar, o cenário eleitoral será redesenhado. Se não, o União Brasil permanecerá na base governista, fortalecendo o projeto de Pivetta.
Até quinta-feira, a expectativa é de uma intensa disputa de bastidores, marcada por telefonemas, reuniões reservadas e tentativas de convencimento de ambos os lados. No fim, cerca de 50 votos secretos poderão definir não apenas o futuro do União Brasil, mas também o rumo da sucessão estadual em 2026.