Mauro minimiza críticas dos Campos e não teme apoio de Jayme a Wellington: “Tudo é possível”

Global News Space 31/07/2026 13:00

O ex-governador Mauro Mendes (União) minimizou as críticas feitas pela família Campos após a convenção do partido e afirmou que não teme uma eventual decisão do senador Jayme Campos (União) de apoiar o Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado. Ao comentar a possibilidade de o grupo político mudar de palanque, Mauro foi direto: “Tudo é possível”, mas ressaltou que as escolhas são livres e que “toda decisão tem consequências”.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (30.07), após a convenção que confirmou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como o nome apoiado pelo União Brasil para disputar o Palácio Paiaguás em 2026.

Questionado sobre as críticas feitas por Jayme Campos ao processo de escolha do candidato, Mauro lamentou as declarações, mas garantiu que a convenção ocorreu dentro das regras estabelecidas pelo União Brasil e pela legislação eleitoral. “Ela seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido, uma resolução publicada e validada pela direção nacional. Todos os convencionais votaram e expressaram sua vontade”, afirmou.

Ao ser perguntado se teme que Jayme Campos suba no palanque de Wellington Fagundes, Mauro respondeu que não vê motivo para preocupação. “Não tenho medo de nada. Os partidos são livres e as pessoas são livres para tomar o caminho que bem desejarem. Tudo é possível. Mas toda decisão tem consequências, toda escolha tem alternativas e caminhos.”

O ex-governador aproveitou para justificar sua decisão de apoiar Otaviano Pivetta e afirmou que a escolha foi baseada na coerência política construída ao longo dos últimos sete anos de gestão. Segundo Mauro, Pivetta esteve ao seu lado durante todo o mandato, colaborando com a administração estadual sem criar obstáculos.

Ele lembrou que o atual governador foi prefeito de Lucas do Rio Verde, distante cerca de 360 quilômetros de Cuiabá, por três mandatos e participou da transformação do município em uma das principais referências de Mato Grosso. “Eu fiz uma escolha mantendo a coerência. Tive ao meu lado um vice-governador que ajudou durante sete anos e três meses, nunca atrapalhou e está altamente qualificado para disputar esse cargo”, declarou.

Sobre uma possível reaproximação com Jayme Campos após o desgaste da convenção, Mauro afirmou que o diálogo sempre faz parte da política, mas destacou que a definição sobre a candidatura ao Governo foi encerrada com a realização da convenção.

O ex-governador também evitou antecipar a definição sobre o candidato a vice-governador na chapa de Pivetta. Disse que o União Brasil possui nomes qualificados, como Fábio Garcia e Gisela Simona, mas ressaltou que a decisão caberá ao próprio Pivetta, em conjunto com os partidos aliados.

Ao comentar o papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), Mauro afirmou que o parlamentar é uma importante liderança do Estado e continuará participando das discussões sobre a formação da aliança e sobre os rumos da próxima gestão estadual.