Emanuel Pinheiro revela bastidores de sua desistência ao Governo de MT

Global News Space 03/08/2026 12:57

A retirada da pré-candidatura do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) ao Governo de Mato Grosso expôs os bastidores da articulação política dentro do partido e da Federação Brasil da Esperança. Durante a convenção realizada na quinta-feira (30.07), em Cuiabá, Emanuel afirmou que abriu mão da disputa por entender que não havia tempo suficiente para construir uma candidatura competitiva e para evitar desgastes na composição da chapa majoritária.

Segundo Emanuel, seu nome não surgiu por iniciativa própria, mas a partir de um pedido das bases do PSD, que defendiam uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás. De acordo com ele, o objetivo era fortalecer o debate eleitoral e apresentar ao eleitorado uma alternativa representando exclusivamente o partido.

“Na verdade, eu não fui oferecido, eu fui convocado. As bases do partido me chamaram e pediram para colocar o meu nome também como pré-candidato para elevar o nível do debate e preparar uma candidatura competitiva em nome do PSD”, afirmou.

Apesar da mobilização interna, Emanuel explicou que não havia estrutura nem tempo para organizar uma campanha ao Governo do Estado. Segundo ele, nos últimos meses todos os esforços políticos estiveram concentrados na reeleição do deputado federal Emanuelzinho, na candidatura do senador Carlos Fávaro (PSD) à reeleição e no fortalecimento da legenda nos municípios mato-grossenses.

O ex-prefeito também destacou que Natasha Slhessarenko (PSD) já vinha trabalhando sua pré-candidatura havia cerca de oito meses, em articulação com a Federação Brasil da Esperança, o que pesou na decisão de retirar seu nome da disputa.

Outro fator citado por Emanuel foi a estratégia eleitoral definida pelo senador Carlos Fávaro. Conforme o ex-prefeito, havia orientação para que a candidatura ao Governo fosse construída desde o primeiro turno em conjunto com a federação, cenário que poderia ser comprometido caso o PSD lançasse um nome próprio.

“A ala que me defende queria uma candidatura pura do PSD, mas havia uma orientação para que a candidatura já saísse coligada com a federação. Isso poderia trazer problemas para a composição da candidatura de Carlos Fávaro ao Senado”, declarou.

Ao final, Emanuel afirmou que a prioridade agora será trabalhar pela unidade do grupo político nas eleições de 2026.