Caminhoneiros podem entrar em greve após alta do diesel Caminhoneiros pressionam governo e podem deflagrar greve
Caminhoneiros de diversas regiões do país devem decidir nesta quarta-feira (18.03) a data de uma possível greve nacional, em meio à insatisfação com a alta no preço dos combustíveis.
A mobilização ocorre após sucessivos aumentos no diesel, que têm pressionado os custos do transporte e reduzido a margem de lucro da categoria.
Segundo a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a paralisação deve ocorrer caso não haja avanço nas negociações com o governo federal.
A possível greve não deve envolver apenas caminhoneiros autônomos. De acordo com a entidade, a mobilização pode incluir também motoristas contratados por transportadoras e condutores de aplicativos.
Alta dos combustíveis
O movimento ganhou força após a recente escalada dos preços. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o valor médio do diesel subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58 por litro em apenas uma semana, considerando 19 capitais.
A situação se agravou após a Petrobras anunciar um reajuste de 11,6% no diesel A, elevando o preço em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras. O aumento passou a valer em 14 de março e impacta diretamente o diesel B, comercializado nos postos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a anunciar medidas para conter os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas, como conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o pacote pode gerar impacto de até R$ 30 bilhões até o fim de 2026.
Apesar disso, o reajuste anunciado pela Petrobras no dia seguinte aumentou a pressão sobre o setor de transporte e intensificou a mobilização da categoria.