Pivetta cita cobrança de “30% de volta” em repasses e critica prática na gestão pública Pivetta reforça discurso contra corrupção em meio à corrida eleitoral de 2026

Global News Space 27/03/2026 14:31

Durante ato de filiação do deputado federal Juarez Costa, realizado nessa quinta-feira (26.03), o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez críticas diretas a práticas que classificou como ilegais na gestão pública e reforçou o discurso de combate à corrupção em Mato Grosso. O evento também marcou o alinhamento político para as eleições de 2026.

Na fala, Pivetta afirmou que a população não aceita mais gestores que exigem retorno de recursos destinados aos municípios. “Vocês não querem governante que peça 30% de volta para vocês. Vocês não querem governante que tenha esse costume, que é conhecido no Estado inteiro por pedir de volta parte daquele recurso que está na mesa dos municípios”, declarou.

Sem citar nomes, o vice-governador sugeriu que a prática é conhecida no meio político e disse que o combate a esse tipo de conduta será uma das bandeiras de sua atuação. “Vocês sabem de quem eu estou falando aqui. Contra isso e contra qualquer tipo de extorsão e de mau uso do dinheiro público é por essa causa”, afirmou.

Pivetta também associou o discurso ao momento político que se aproxima, destacando que pretende disputar o comando do Palácio Paiaguás. “É pelos mato-grossenses, pelas mães de família, pelos pais de família, por pessoas jovens, que eu renovo minha coragem e minha determinação de defender o povo mato-grossense nesse tempo de 2026 e, se Deus quiser, nos próximos quatro anos”, disse.

O vice-governador assumirá o Governo do Estado no dia (31), após o governador Mauro Mendes (União) anunciar que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. Com a mudança, Pivetta passa a conduzir a gestão estadual em ano pré-eleitoral, período considerado estratégico para consolidação de candidaturas. Leia mais - Mauro anuncia saída do governo para disputar Senado; Pivetta assume

A fala reforça o tom adotado pelo vice-governador nos últimos meses, com foco em ética na administração pública e críticas indiretas a adversários políticos, em meio à articulação para a disputa pelo governo em 2026.