56 profissionais Max Russi diz que demissões no Samu preocupam e decisão cabe ao Governo Demissão de 56 profissionais do Samu passa a ser acompanhada pela AL
A demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso entrou no radar da Assembleia Legislativa e passou a ser acompanhada pela Comissão de Saúde da Casa. A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (01.04) pelo presidente do Legislativo estadual, Max Russi (Podemos), ao comentar o protesto realizado pela categoria e os desdobramentos da medida.
De acordo com Russi, apesar da mobilização dos trabalhadores, não houve diálogo direto com a presidência da Assembleia. Ele explicou que o tema foi encaminhado à Comissão de Saúde, considerada o espaço adequado para tratar questões relacionadas ao sistema público de atendimento, ouvir os profissionais envolvidos, reunir informações técnicas e propor eventuais encaminhamentos.
Ao abordar o impacto da medida, o presidente destacou a relevância do Samu dentro da estrutura da saúde pública e demonstrou preocupação com possíveis reflexos no atendimento à população. Segundo ele, a prioridade deve ser garantir a continuidade e a eficiência do serviço, especialmente em situações de urgência e emergência.
“O Samu é um serviço extremamente importante, que salva vidas. O que não podemos é ter o serviço descontinuado. A Assembleia vai acompanhar de perto, cobrar e fiscalizar”, afirmou.
Russi também relembrou a experiência que teve enquanto gestor municipal, quando participou da implantação do Samu em Jaciara, e avaliou a iniciativa como um avanço na área da saúde. Para ele, o fortalecimento da estrutura e a ampliação da capacidade de resposta do serviço devem continuar sendo objetivos permanentes do poder público.
Em relação às demissões e à possibilidade de abertura de concurso público para recomposição do quadro, o presidente foi enfático ao afirmar que se trata de uma decisão exclusiva do Governo do Estado. Ele pontuou que a Assembleia não tem competência para deliberar diretamente sobre esse tipo de medida, mas pode atuar no campo político e institucional.
“A Assembleia pode fazer os encaminhamentos, discutir, cobrar, ir atrás, apresentar sugestões e ideias. O concurso público precisa ser uma decisão do governo, mas, se for esse o encaminhamento, terá apoio do Parlamento”, disse.
Ainda segundo Russi, caberá à Comissão de Saúde aprofundar a discussão, analisar o cenário e buscar alternativas que possam contribuir para a manutenção do serviço. O colegiado deverá ouvir representantes da categoria, além de órgãos responsáveis pela gestão do Samu, para compreender as razões das demissões e os impactos práticos da medida.
O presidente reforçou que, por se tratar de um serviço diretamente ligado à preservação da vida, qualquer decisão deve ser avaliada com cautela e responsabilidade. Ele afirmou que a Assembleia continuará acompanhando o caso e adotará as medidas necessárias dentro de suas atribuições.
“Quando se trata de saúde pública, de vida, é preciso acompanhar bem de perto. A Assembleia tem o dever de cobrar, fiscalizar e não aceitar nada que venha a prejudicar a população”, completou.
Leia matéria relacionada - “Trabalhamos por amor”: corte no Samu gera revolta em Cuiabá