COMOÇÃO Liceu Cuiabano decreta luto após morte de servidor: “Paizão de todos” Servidor era conhecido pela proximidade com estudantes e recebeu homenagens de alunos e colegas

Global News Space 12/05/2026 14:04

A morte de Valdivino Almeida Fidelis, servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, continua gerando forte comoção entre estudantes, professores e colegas de trabalho. Conhecido carinhosamente como “Pai” dentro da instituição, ele recebeu homenagens emocionadas nas redes sociais e também na escola, que suspendeu as aulas nesta terça-feira (12.05) em razão do luto.

Nas redes sociais, dezenas de alunos compartilharam fotos ao lado de Valdivino e mensagens de despedida. Em seu perfil pessoal no Instagram, há inúmeras imagens com estudantes da unidade escolar. Em várias publicações, ele chamava os jovens de “meu filho” ou “minha filha”, sempre identificando a turma dos alunos.

Em nota oficial, o Liceu Cuiabano lamentou a morte do servidor, que trabalhava há mais de uma década na escola e era considerado uma figura próxima dos estudantes.

“Conhecido pelo apelido de ‘Pai’ e sempre rodeado de seus ‘filhos’ e ‘filhas’. Fica o nosso agradecimento pelo seu trabalho, pelos momentos compartilhados e pelas suas risadas marcantes pelos corredores”, diz trecho da nota.

Ainda conforme a escola, nesta terça-feira (12), estudantes e servidores participam de uma homenagem em memória de Valdivino. Cartazes espalhados pela unidade trazem frases como: “Eterno Valdivino. Paizão de todos. Para sempre em nossos corações” e “Sua presença foi um presente em nossas vidas. Saudades eterna Valdivino”.

Valdivino morreu na noite dessa segunda-feira (11), após intervenção da Polícia Militar em uma residência no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, ele mantinha a enteada em cárcere privado dentro da casa e teria reagido à abordagem policial armado.

Vídeos gravados pela própria enteada registraram momentos de tensão antes da ocorrência. Nas imagens, o servidor aparece fazendo desabafos sobre o fim de um relacionamento e afirmando diversas vezes que pretendia morrer.

De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal linha investigativa aponta que Valdivino queria tirar a própria vida e obrigar a enteada a registrar toda a situação para a ex-companheira.