Charles da Educação diz que vai oficiar Mesa Diretora após bate-boca na Câmara de VG

Global News Space 19/05/2026 15:29

Charles da Educação diz que vai oficiar Mesa Diretora após bate-boca na Câmara de VG


O vereador Charles da Educação (União) deixou o plenário da Câmara Municipal de Várzea Grande durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), em protesto contra o clima de embate registrado entre colegas. A decisão veio após o bate-boca envolvendo as vereadoras Gisa Barros (Podemos) e Rosy Prado (União), que trocaram acusações na tribuna, com falas que envolveram termos como "quadrilha", racismo, falta de moral e críticas políticas.


Em entrevista após sair da sessão, Charles afirmou que o papel dos vereadores é apresentar projetos e dialogar com o Executivo, e não promover confrontos pessoais.


"Nós fomos eleitos aqui justamente para isso, para a gente estar em busca de projetos de lei que vão em conta da população. A gente sabe que Várzea Grande tem diversos problemas, então nós temos que apresentar projetos de lei, dialogar com o Executivo para que a gente possa entregar resultado de fato", disse. 


Segundo ele, a saída do plenário foi uma forma de manifestar a discordância com o que vinha ocorrendo. "Hoje eu me retirei da sessão porque eu não concordo com esse tipo de comportamento. Todos nós somos eleitos vereadores e temos que ter respeito acima de tudo", afirmou.


Questionado se a Mesa Diretora precisa atuar para conter o tom dos debates, o vereador foi direto. Disse que vai cobrar postura tanto dos parlamentares quanto dos servidores presentes no plenário, e citou episódios recentes como argumento. 


"Nós tivemos aí na eleição da semana passada diversos funcionários vaiando vereadores. Hoje também nós tivemos o mesmo acontecimento, então vamos cobrar aí da presidência para que ela tome providência com relação a isso", afirmou. A referência é à sessão extraordinária do dia 14 de maio, em que Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Casa por 12 votos a 11, em meio a clima de tensão e vaias do público.


Charles informou que vai formalizar a cobrança por escrito. "Já vou para o meu gabinete agora fazer um ofício e quero resposta da presidência da Câmara", afirmou. 


Para o parlamentar, o que se espera no espaço institucional é a manutenção de um padrão mínimo de convivência. "Tem que ter ética e respeito acima de tudo", afirmou.