PEDIU PAZ Xi exigiu o fim de hostilidades e chamou novos ataques ao Irã de ‘inaceitáveis’

Global News Space 20/05/2026 15:04

O presidente da China, Xi Jinping, disse, nesta quarta-feira (20), ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que as hostilidades no Oriente Médio precisam acabar “imediatamente” e que a situação na região chegou a um “ponto crítico”. As declarações do líder chinês foram divulgadas pela agência estatal de notícias Xinhua.

 

Uma eventual retomada dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã seria “inaceitável”, segundo Xi, que recebeu Putin no Grande Salão do Povo, em Pequim, nesta quarta.

 

O líder chinês afirmou ainda que a continuidade das negociações de paz é de fundamental importância e que o fim do conflito contribuirá para a estabilização do fornecimento de energia.

 

 

Estabilização global
No encontro, Putin exaltou os laços estreitos que mantém com Xi Jinping, no início da visita de dois dias a Pequim, nesta quarta-feira. O líder russo disse ainda que os dois países são parceiros no comércio e nos assuntos internacionais.

 

 

Putin cumprimentou Xi calorosamente durante cerimônia de recepção no Grande Salão do Povo. “Meu caro amigo”, disse Putin. “Estamos realmente encantados em vê-lo. Mantemos contato constante, tanto pessoalmente quanto por meio de nossos assessores.”

 

Xi também destacou a “confiança política mútua e a cooperação estratégica” entre os dois países, segundo a mídia estatal chinesa.

 

 

O presidente da Rússia também disse que a cooperação entre russos e chineses na política externa é “um dos principais fatores de estabilização” do mundo.

 

“Na atual situação tensa no cenário internacional, nossa cooperação estreita é particularmente necessária”, afirmou o líder russo.

 

Em fevereiro de 2022, poucas semanas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, China e Rússia anunciaram uma parceria “sem limites” durante uma viagem de Putin a Pequim.

 

A China declara neutralidade no conflito, embora na prática apoie a Rússia com a expansão do fluxo de comércio e a realização de exercícios militares conjuntos.

 

Influência chinesa
Xi recebeu Putin em Pequim apenas alguns dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa. A sequência de visitas visa consolidar a imagem da China como uma superpotência influente, segundo especialistas.

 

Xi recepcionou Putin com uma cerimônia no Grande Salão do Povo. As delegações dos dois países realizaram posteriormente conversas bilaterais, seguidas por uma cerimônia para a assinatura de acordos de cooperação.

 

 

“A mensagem é claramente de que a China mantém amizade e parceria estratégica com qualquer potência que desejar, e os Estados Unidos são apenas uma delas”, disse Steve Tsang, diretor do Instituto da China na Universidade de Londres.

O assessor presidencial russo Yuri Ushakov afirmou que não havia “nenhuma conexão” entre as visitas de Trump e Putin a Pequim e ressaltou que a viagem do líder russo foi acordada após Putin e Xi conversarem por videoconferência no início de fevereiro.

 

Os líderes russo e chinês discutiram temas como energia e segurança, bem como o aprofundamento dos laços entre as duas nações. As duas partes concordaram em estender um tratado de amizade assinado pela primeira vez em 2001, informou a mídia estatal chinesa.

 

 

A China é o principal cliente de suprimentos de petróleo e gás da Rússia, e Moscou espera que a guerra no Irã aumente a demanda. A China também ignorou as exigências do Ocidente para parar de fornecer componentes de alta tecnologia para as indústrias de armas da Rússia.