Prefeitura diz que Flávia foi hostilizada; Câmara fala em intimidação Confusão terminou em tumulto e troca de versões entre Executivo e Legislativo

Global News Space 22/05/2026 16:02

A visita da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), à Câmara Municipal, na manhã desta sexta-feira (22.05), terminou em confusão, troca de acusações, empurra-empurra e versões divergentes entre Executivo e Legislativo.


A prefeita esteve na Casa de Leis para protocolar projetos encaminhados pela Prefeitura e que, segundo ela, precisam ser aprovados para permitir remanejamentos orçamentários e liberação de recursos para o município. Flávia chegou acompanhada por guardas municipais.

Conforme apurou o , a presença da Guarda Municipal ocorreu após a informação de que o vereador Wender Madureira (Republicanos) estaria no local e faria cobranças à prefeita.

No setor de protocolo da Câmara, Wender abordou a chefe do Executivo, cobrando soluções para problemas no Pronto-Socorro de Várzea Grande (PS-VG), citando atrasos em exames de tomografia e raio-x. Em resposta, Flávia afirmou que os projetos enviados ao Legislativo precisavam ser aprovados para garantir remanejamentos orçamentários.

O vereador rebateu dizendo que os projetos precisam chegar “corretos” à Câmara antes de serem apreciados. Durante a discussão, Wender também mencionou o deputado estadual Fábio Tardin (Podemos), afirmando que faltaria vontade política para ajudar o Pronto-Socorro e contestando declarações sobre emendas parlamentares “carimbadas”.

Em seguida, a prefeita tentou encerrar o diálogo e se aproximou do balcão para finalizar o protocolo dos projetos. Neste momento, o vereador voltou a cobrar a gestora, pedindo que ela visitasse bairros da cidade e o Pronto-Socorro para ouvir as reclamações da população.

A situação se agravou quando Wender tentou se aproximar novamente da prefeita e foi contido pelo secretário municipal de Defesa Social, Louriney Santos. O vereador reagiu exaltado, pedindo para que o guarda municipal não “triscasse” nele. Louriney pediu respeito e solicitou que o parlamentar abaixasse o tom de voz. Em resposta, Wender gritou por diversas vezes: “Então me prende”.

Logo depois, Flávia deixou o local acompanhada do vereador Charles da Educação (União). Na sequência, houve empurra-empurra no corredor da Câmara e uma confusão generalizada.

Durante o tumulto, o secretário do Legislativo e ex-vereador Samir Japonês teria sido atingido por um chute desferido pelo assessor de gestão da Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos, Hebert Paes Falcão. Leia matéria relacionada - Baixaria na Câmara de VG termina com chute de assessor em ex-vereador

Ainda exaltado, Wender continuou gritando que a Guarda Municipal estaria tentando cercear seus direitos e continuou gritando em direção à prefeita e voltou a cobrar melhorias no Pronto-Socorro. “Vai no Pronto-Socorro, respeita as pessoas, prefeita, e depois você fala de político”, disse o parlamentar.

Após o episódio, a Prefeitura de Várzea Grande divulgou nota afirmando que a prefeita foi desacatada pelo vereador durante o protocolo dos projetos.

Segundo a administração municipal, Wender Madureira abordou a prefeita de forma agressiva e desacatou a autoridade da Guarda Municipal. A Prefeitura afirmou ainda que houve “pequeno tumulto”, controlado em seguida.

“A Prefeitura de Várzea Grande defende o livre debate, a pluralidade política e o respeito. Defende ainda que a fiscalização do Executivo deve ser conduzida com equilíbrio, urbanidade e responsabilidade institucional, priorizando os interesses da população várzea-grandense”, diz trecho da nota.

A Câmara Municipal também divulgou posicionamento por meio da Diretoria de Comunicação. Segundo a versão apresentada pela Casa de Leis, um guarda municipal teria avançado em direção ao vereador e colocado a mão em seu peito durante a discussão.

O Legislativo afirmou ainda que o secretário Louriney Santos, teria dado voz de prisão ao parlamentar sem apresentar justificativa, enquanto Wender exercia sua função de fiscalização.

A Câmara também relatou que recebeu denúncia de agressão contra o secretário do Legislativo, Samir Katumata, supostamente praticada por um assessor do Executivo.

Outro ponto citado pela Câmara foi a presença de aproximadamente seis viaturas e duas motocicletas da Guarda Municipal em frente ao prédio do Legislativo desde as primeiras horas da manhã, o que, segundo a Casa, aparentava ser uma escolta da prefeita.

Ao final da nota, a Câmara reafirmou compromisso com a democracia, a independência entre os poderes e o livre exercício da atividade parlamentar, além de informar que a Procuradoria da Casa será acionada para apurar os fatos e adotar as medidas cabíveis.

Nota da Prefeitura de Várzea Grande

Nota à imprensa

A Prefeitura de Várzea Grande informa que a chefe do executivo, Flávia Moretti, foi desacatada ao protocolar no poder legislativo nesta sexta-feira (22.05) projetos de leis importantes para a saúde e para a administração municipal.

O vereador Wender Madureira abordou agressivamente a prefeita e durante discussão desacatou a autoridade da Guarda Municipal. Houve pequeno tumulto, controlado na sequência.

A Prefeitura de Várzea Grande defende o livre debate a pluralidade política e respeito. Defende ainda que fiscalização do executivo deve ser conduzida com equilíbrio, urbanidade e responsabilidade institucional, priorizando os interesses da população várzea-grandense.

Nota da Câmara Municipal

Câmara Municipal de Várzea Grande repudia ação da Guarda Municipal contra vereador durante visita da prefeita

A Câmara Municipal de Várzea Grande manifesta repúdio aos acontecimentos registrados na manhã desta sexta-feira (22), durante a visita da prefeita Flávia Moretti à sede do Legislativo para protocolar projetos do Executivo.

Na ocasião, o vereador Wender Madureira (Republicanos) utilizou o momento para cobrar providências urgentes relacionadas à situação do Pronto-Socorro Municipal. O parlamentar relatou à prefeita denúncias sobre falta de insumos, exames e leitos, solicitando medidas imediatas para melhorar o atendimento à população.

Durante o diálogo, um guarda municipal avançou em direção ao vereador e colocou a mão em seu peito. Em seguida, o secretário de Ordem Pública, Loriney deu voz de prisão ao parlamentar, sem apresentar justificativa, enquanto o vereador exercia sua função constitucional de fiscalização e cobrança por melhorias nos serviços públicos.

Em meio à confusão, houve ainda a denúncia de que um assessor do Executivo teria agredido o secretário do Legislativo, Samir Katumata.

A Câmara também destaca que, desde as primeiras horas da manhã, cerca de seis viaturas e duas motocicletas da Guarda Municipal estavam posicionadas em frente ao prédio do Legislativo, aparentemente realizando a escolta da prefeita.

Diante dos fatos, a Casa de Leis reafirma seu compromisso com a democracia, a independência entre os poderes e o livre exercício da atividade parlamentar, repudiando qualquer atitude que tente intimidar vereadores no desempenho de suas funções em defesa da população.

Diante do ocorrido a Câmara irá acionar a procuradoria para apurar os fatos e tomar as providências necessárias.