Nossa Senhoa do Livramento Show de 1h30 custa quase meio milhão; Amado Batista está na lista suja do trabalho escravo Cidade de 13 mil habitantes recebeu 20 mil pessoas em show de Amado Batista

Global News Space 25/05/2026 13:56

O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Gonçalo Lunguinho de Almeida, conhecido como Dr. Thiago (União), contratou por R$ 475 mil o cantor Amado Batista para uma apresentação de apenas 1h30 durante as comemorações dos 296 anos do município, localizado a cerca de 42 km de Cuiabá.

Com população estimada em quase 13 mil habitantes, Livramento recebeu cerca de 20 mil pessoas para acompanhar o show, considerado a principal atração da festa "É de Livramento – Música, Gastronomia e Artes".

A apresentação ocorreu na madrugada do último sábado (23.05), entre meia-noite e 1h30, e lotou a arena montada para o evento. A movimentação intensa também provocou longas filas de veículos na estrada de acesso ao local antes do início do show.

A contratação foi feita por inexigibilidade de licitação junto à empresa AB Promoções e Produções Artísticas e Gravadora LTDA – EPP, representante exclusiva do artista, conforme publicação oficial da Prefeitura.

Segundo o contrato, o valor de R$ 475 mil inclui cachê artístico, equipe técnica, produção, transporte aéreo e terrestre, além de diárias da equipe e encargos fiscais.

O documento aponta ainda que R$ 400 mil vieram de convênio, enquanto outros R$ 75 mil foram custeados com recursos próprios da Secretaria Municipal de Cultura. No entanto, a publicação oficial não identifica de qual convênio saiu o maior valor empregado na contratação.

Os recursos foram vinculados ao projeto "Fortalecimento da Cultura Virada Cultura É de Livramento", previsto no orçamento municipal de 2026.

"Lista suja do trabalho escravo"

Amado Batista também voltou aos holofotes recentemente após ter o nome incluído na chamada "lista suja" do trabalho escravo, atualizada em abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o relatório, fiscalizações realizadas em 2024 identificaram supostas irregularidades em duas propriedades rurais ligadas ao artista, em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com o documento, 14 trabalhadores teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão — 10 no Sítio Esperança e outros quatro no Sítio Recanto da Mata, ambos localizados na zona rural do município goiano.

Amado Batista foi autuado em duas fiscalizações distintas relacionadas ao cultivo de milho, ambas realizadas em 2024 no Estado de Goiás. As autuações ocorreram em uma propriedade rural do cantor e em outra arrendada por ele. Em um dos casos, houve registro de jornada exaustiva, com trabalho iniciado ainda na madrugada e se estendendo até a noite, sem o descanso mínimo previsto em lei.

No Sítio Recanto da Mata, quatro trabalhadores foram resgatados em condições degradantes e jornada exaustiva — o que a defesa do cantor nega

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