PF rejeita nova delação de Daniel Vorcaro

Global News Space 12/06/2026 13:28

A Polícia Federal rejeitou pela segunda vez a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, investigado na Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes no sistema financeiro nacional.

A decisão foi comunicada nessa quinta-feira (11.06) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Paralelamente, a proposta continua sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o pedido.

A nova tentativa de delação foi apresentada pela defesa de Vorcaro em 1º de junho. Uma reunião entre as partes estava prevista para o dia 3, mas foi adiada pela Polícia Federal para ampliar o prazo de avaliação do conteúdo oferecido pelo investigado.

Segundo informações ligadas às negociações, a proposta detalhava supostos mecanismos utilizados pelo empresário para obter influência política e viabilizar acordos bilionários com fundos de previdência de servidores públicos estaduais. O material também apontaria que recursos destinados à aposentadoria dos cotistas teriam sido direcionados para operações ligadas a ativos considerados de alto risco.

As razões que levaram à nova rejeição permanecem sob sigilo. No entanto, quando recusou a primeira proposta, em maio, a PF concluiu que Vorcaro não apresentou informações inéditas em relação ao material já reunido pelos investigadores e tampouco admitiu participação em crimes investigados.

Preso desde março deste ano, Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal.

Desde a nova prisão, o banqueiro busca firmar um acordo de colaboração premiada com as autoridades. Atualmente, ele permanece custodiado em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A investigação segue sob supervisão do STF e tramita sob sigilo.