Moralidade em xeque: Mauro Mendes agora é alvo do veneno que destilou Mauro Mendes e o bumerangue da lama: o homem que se perdeu no próprio veneno

Global News Space 02/03/2026 14:22

O jogo de xadrez político em Mato Grosso para 2026 não é apenas confuso; é um campo minado de egos e telhados de vidro. Nos bastidores do Palácio Paiaguás, o desespero para tirar o senador Jayme Campos (União) do páreo pelo Governo tem nome e sobrenome: sobrevivência. A manobra da vez, segundo fontes, é tentar empurrar a ex-prefeita Lucimar Campos como vice na chapa de Otaviano Pivetta.

A engenharia é "brilhante" na teoria, mas vergonhosa na prática. Tenta resolver dois problemas de uma tacada só: evita o racha no União Brasil: Mauro Mendes pode ser o presidente da sigla, mas no "chão de fábrica" do partido, quem manda é o cacique de Várzea Grande. Em uma disputa interna, Mauro sabe que Jayme o atropelaria sem pedir licença.

Segundo, o "fantasma" de Pivetta: O vice-governador carrega o peso de um processo de violência doméstica que, embora arquivado, é uma mancha indelével em um estado que lidera rankings de feminicídio. Colocar uma mulher — e uma Campos — ao lado dele seria a tentativa de passar um verniz de "respeito à família" em um projeto político que ainda assombra o eleitorado feminino.

O fator Fábio Garcia e o cheiro de óleo da Oi

Enquanto isso, Mauro Mendes insiste em seu "pupilo", Fábio Garcia, para a vice. O problema é convencer o resto do grupo de que Fábio é viável. Após os escândalos da Oi, envolvendo ele e seu pai, a reeleição para a Câmara Federal já parece um sonho distante; imagine o salto para o Executivo. Fábio hoje é um peso morto que Mauro tenta carregar ladeira acima.

O cerco se fecha: CPI da saúde e o sono perdido

A "gestão técnica" de Mauro Mendes está derretendo. Além das fronteiras estaduais, o Caso Oi — agora alimentado pelas falas ácidas do ex-governador Pedro Taques — atinge diretamente o filho do governador. Mas o que tira o sono do Paiaguás no momento é o fantasma da CPI da Saúde na ALMT.

Diz-se que Mauro e Fábio Garcia tentaram, de todas as formas, "dobrar" Max Russi para engavetar a investigação. Russi, no entanto, parece ter percebido que segurar essa granada sem pino é suicídio político. Com a jurisprudência contra a retirada de assinaturas, a CPI é um caminho sem volta.

As gravações da Operação Espelho são o retrato do escárnio: médicos rindo enquanto diziam que precisavam "pegar gente na rua para lotar a UTI". É a institucionalização da falta de empatia em troca de desvios de recursos públicos. O "jeitinho" e as "brechas na lei" que o governador tanto critica nos outros parecem ter encontrado morada em sua própria gestão.

O feitiço virou contra o feiticeiro

O ápice do desespero de Mauro foi revelado em uma roda de conversa recente. Ao tentar ostentar sua suposta integridade, ouviu de uma autoridade de um órgão fiscalizador: “Mauro, você pode até se eleger, mas esse discurso de honestidade não cola mais para você”. O governador, dizem fontes, ficou rubro. Pudera.

O tempo é o senhor da razão, mas na política de Mato Grosso, ele tem se mostrado um roteirista de humor ácido. Durante anos, o governador Mauro Mendes adotou a postura de paladino da moralidade, usando o dedo em riste como sua principal ferramenta de marketing. Quem não se lembra das declarações inflamadas sobre as lâmpadas de led em Cuiabá, onde Mendes, sem meias palavras e diante das câmeras, carimbou Emanuel Pinheiro com alcunha de "ladrão", porque ? Veja vídeo abaixo.

O mundo não dá voltas, ele capota. O homem que tanto cuspiu para cima agora precisa de um guarda-chuva jurídico reforçado para não se afogar no próprio discurso. Como diz o ditado: quem tem teto de vidro não deveria ser o primeiro a atirar a pedra. No caso de Mauro, a pedra voltou com a força de um bumerangue.