Conversa com PRD não avança e Galvan tenta disputar Senado pelo Podemo
Com a chegada do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, ao Partido Podemos, fez com que diversos nomes que ainda enfrentam dificuldades em lançar a própria candidatura buscassem a sigla para tentar viabilizar os respectivos sonhos. Um exemplo foi o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, que desde fevereiro está sem partido após ser retirado da direção estadual do Democracia Cristã, por intervenção da presidência nacional.
Neste sábado, o também produtor rural esteve presente no ato de filiação do presidente da Assembleia e revelou à imprensa que o Podemos pode ser sua nova casa, caso consiga emplacar candidatura ao Senado.
Conforme Galvan, o convite para aproximar do partido, que transita na ala Centro-Direita surgiu do próprio deputado, mas salientou que outros partidos ainda seguem à disposição.
“Depois da filiação [do Max], a gente deve sentar e conversar. Temos quatro partidos para conversar. Seguiremos com o plano do Senado, independente do partido. Se der certo no Podemos, a probabilidade é grande”, explicou Galvan.
Apesar do entusiasmo, Galvan pontuou que outras agremiações sinalizam interesses, mas em conversas ‘mornas’. O Partido da Revolução Democrática (PRD), é um exemplo. Assim que Galvan deixou o DC, Mauro Carvalho, presidente estadual, deu início às tratativas, que aparentemente não avançaram.
O Partido Liberal (PL), chegou a sondá-lo, mas apenas para oferecer deputado federal, proposta considerada injusta e negada.
“Há uma pressão grande do PL, mas para que eu saia deputado federal. Já disse que nesse cargo não serei. Em 2022 já disputei o Senado, cheguei em segundo lugar com mais de 300 mil votos. Trabalhamos nessa pré-candidatura desde as eleições de 2024, elegendo prefeitos e vereadores, não tem sentido mudar. Não tem nada que nos atraia para outro cargo. A decisão está com o Podemos”, disparou.
Ruptura com o DC
Principal articulador das chapas eleitorais do DC em Mato Grosso, Galvan oficializou sua saída da legenda no final do último mês, após decisão do diretório nacional que, segundo ele, inviabilizou sua pré-candidatura ao Senado.
Na época, presidente da sigla, João Caldas, teria comunicado que a única possibilidade para permanência de Galvan no partido seria disputar vaga de deputado federal ou aceitar ser primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada pela deputada estadual Janaina Riva (MDB).
Em entrevista ao Galvan afirmou que a proposta foi comunicada à esposa dele, Paula Boaventura, que presidia o partido no Estado. Segundo ele, a condição foi rejeitada pelo grupo político.
“Ele falou para minha esposa que só tinha uma condição para a gente ficar com o partido: ou eu sairia candidato a deputado federal ou aceitaria ser primeiro suplente da Janaína. Essa posição nós não aceitamos”, declarou.
Galvan também relatou que a interferência da direção nacional não teria ocorrido apenas em Mato Grosso, citando casos em outros estados. “Pode até querer voltar atrás aqui, mas aqui não tem volta”, disse