Presidente da Câmara de VG diz que eleição segue Lei e nega irregularidades Wanderley Cerqueira afirma que data do pleito segue Lei Orgânica
Pressionado por vereadores e alvo de um pedido de cassação, o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou nesta terça-feira (24.03) que não pretende alterar a data da eleição da Mesa Diretora e disse estar tranquilo diante das acusações. As declarações foram dadas após questionamentos sobre a tentativa de adiamento do pleito e a denúncia por possível violência de gênero contra a prefeita Flávia Moretti (PL).
Cerqueira reagiu ao documento apresentado por parlamentares que pedem o adiamento da eleição, marcada para 14 de maio. Segundo ele, o procedimento segue o que está previsto na legislação municipal. “Eu acredito que tem que alterar a Lei Orgânica, né? Porque isso aí está na Lei Orgânica. Então tem que pedir para alterar a Lei Orgânica. Eu já tenho, acho que quantas eleições que estão nessa data, então eu não estou alterando nada”, declarou.
A notificação foi protocolada pelos vereadores Lucas Ribeiro Ductievicz (PL), Adilson Luiz Mayer de Arruda (Republicanos), Calistro Lemes do Nascimento (União), Charles Fabiano Araújo Quadro (União) e Bruno Rios (PL). No documento, eles alegam inconstitucionalidade na mudança que permitiu a antecipação e defendem que a eleição ocorra na última sessão do segundo ano da legislatura. Leia matéria relacionada - Vereadores notificam Câmara e contestam eleição antecipada da Mesa Diretora em VG
Além da disputa interna na Câmara, o presidente também comentou o pedido de cassação de seu mandato e a denúncia criminal apresentada contra ele. A representação sustenta que Cerqueira não deveria conduzir os trabalhos legislativos enquanto é alvo de investigação por quebra de decoro.
Ao ser questionado, o vereador minimizou o caso. “Eu estou tranquilo. Eu fiz o meu papel. Eu acredito que o linguajar foi... Sobre isso, eu estou tranquilo”, afirmou.
O pedido de afastamento foi protocolado pelo diretório estadual do PL na segunda-feira (23). Segundo o advogado da sigla, Leonardo Benevides, há impedimento para que o presidente permaneça à frente das sessões. “Ele não pode presidir os trabalhos porque há um conflito de interesse evidente, já que está vinculado como acusado nesse caso”, declarou. Leia matéria relacionada - Advogado cita conflito de interesse e pede saída do presidente da Câmara de VG
O caso deve ser analisado pela própria Câmara, que decidirá sobre o andamento da representação e eventual abertura de processo por quebra de decoro.