Defesa cita agravamento da saúde e pede prisão domiciliar para Bolsonaro

Global News Space 12/01/2026 15:22

Lucione Nazareth

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) afirmou, nesse domingo (11), que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta crises constantes de saúde no cárcere e que a defesa voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar humanitária.

Em publicação na rede social X, Carlos relatou que o médico responsável pelo acompanhamento do ex-presidente precisou ser acionado diante da persistência de crises de soluços, que teriam evoluído para um quadro de azia contínua, dificultando a alimentação e o sono. Segundo ele, Bolsonaro também apresenta “grave abalo psicológico”, agravado pelo isolamento em cela solitária.

De acordo com o filho do ex-presidente, a defesa protocolou neste fim de semana um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF, que, até o momento da publicação, ainda não havia sido analisado. Carlos também divulgou uma imagem que, segundo ele, mostra Jair Bolsonaro em crises de vômito, associadas às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

Na mesma manifestação, Carlos Bolsonaro classificou como injusta a condenação do pai a 27 anos e 3 meses de prisão e voltou a questionar os fundamentos da decisão judicial. Ele afirmou que Bolsonaro não participou dos atos de 8 de janeiro de 2023, destacando que o ex-presidente estava nos Estados Unidos, em Orlando, no dia das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O ex-vereador também criticou as condenações por destruição de patrimônio público e tombado, sustentando que o princípio da individualização da pena não teria sido observado. Em relação ao crime de organização criminosa armada, afirmou que nenhuma arma foi apreendida durante os atos e que não houve liderança direta de Jair Bolsonaro.

Por fim, Carlos contestou as condenações pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, argumentando que não houve ato executório nem comando direto do ex-presidente, classificando o processo como uma “perseguição política escancarada”.

Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, após condenação no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A pena fixada pela Justiça soma 27 anos e 3 meses de reclusão.