Caos na saúde de VG expõe silêncio de quem deveria fiscalizar Denúncias sobre contratos e falta de atendimento expõem falhas graves e ausência de respostas da gestão

Global News Space 17/03/2026 13:39

Enquanto a saúde de Várzea Grande segue largada às traças, falar com a secretária de Saúde virou missão impossível e encontrar a direção do Pronto-Socorro, então, parece jogo de esconde-esconde institucional. No meio do caos, quem paga a conta é a população, que não tem plano B quando a dor aperta.

 já mostrou o enredo e os contratos envolvendo o médico Miguel Angel — que, por coincidência ou não, é pai do vereador Miguel Angel, presidente da Comissão de Saúde da Câmara. E até agora? Silêncio ensurdecedor. Nenhuma explicação convincente, nenhuma pressa em esclarecer.

Como se não bastasse, a vereadora Gisa Barros foi chamada na noite dessa segunda-feira (16.03), às pressas diante de uma cena revoltante: fila gigante e nenhum recepcionista para atender pacientes no Pronto-Socorro. Gente doente, com dor, esperando sem o mínimo de dignidade. Porque, vale lembrar: ninguém vai ao Pronto-Socorro por lazer. Quem está ali já chegou no limite. Até a Guarda Municipal foi acionada porque os ânimos estavam exaltados. Não é para menos.

Mas parece que, para alguns gestores, o limite da população não importa. O que pesa mesmo são cargos, acordos e as velhas benesses de sempre.

E ainda tem vereador achando que R$ 33 mil é “mixaria” para médico. Talvez seja mesmo — mas só dentro de uma bolha muito distante da realidade de quem depende do SUS e luta para sobreviver com um salário mínimo.

Prefeita, já passou da hora de sair da inércia. A população está cansada de desculpas, de caras de paisagem e de promessas vazias.

E à Câmara de Várzea Grande, sob o comando de Wanderley Cerqueira, e à Comissão de Saúde presidida pelo próprio Miguel Angel: até quando o silêncio vai falar mais alto que a responsabilidade?

Porque saúde não é favor. E muito menos moeda de conveniência política.